Avivar_Cel: AS FLORES DO CAMPO

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18 de agosto de 2011

AS FLORES DO CAMPO




                          





Há muito tempo eu conheci uma flor que vivia no campo, em meio a tantas outras flores. Mas ela era única e se destacava por sua beleza e perfume. Todos os dias uma borboleta pousava em seu ramo e, então, o que era belo tornava-se esplêndido. Ambas compartilhavam alguma coisa especial que por aquela época não compreendia, mas sabia que era mágico.

Uma flor, uma singela florzinha escondida na paisagem, entre tantas outras também bonitas, somente ela tinha sido a escolhida da borboletinha que vinha namorá-la todas as tardes...

Eu, menina ainda, contemplava o espetáculo. Ficava sentada admirando o amor que começou de uma simples amizade. Ainda posso me lembrar perfeitamente daquele momento! Era o primeiro dia da primavera e como de costume, fui passear pelo prado, pretendendo chegar às montanhas. Mas no meio do caminho topei com uma flor nunca antes vista. E olha que eu conhecia bastante as flores! Desde aquele instante soube que ela era rara. E mesmo rara, era única, distinta. Não havia em toda a Terra outra flor igual.

Então passei a vê-la todos os dias sem coragem de arrancá-la para mim. E cada vez mais formosa e viva a encontrava. Até que numa tarde de sol ameno, o inesperado aconteceu. Uma borboleta monarca de uma azul turquesa muito límpido surgiu de repente e apaixonou-se pela flor desconhecida. No início, timidamente passeava ao seu redor, sempre na mesma hora, mas aumentando cada vez mais o tempo. Contudo, a flor permanecia inerte, calada, indiferente aos acontecimentos. Não ficava feia e nem mais bonita, não perdia suas pétalas nem as remoçava, muito menos crescia. Sempre ali, do mesmo jeito, olhando para o mesmo horizonte como se a borboleta não existisse. Esta logo percebeu e na esperança de ser correspondida, tentou conquistá-la de outra forma. Pousou delicadamente sobre suas pétalas e, não havendo reação contrária, instalou-se ali por muito tempo. Saía de vez em quando, mas não demorava a voltar.

Um dia a borboletinha não voltou. Pensei que tinha morrido, mas acho que entristeceu-se pela aparente indiferença da flor. Ah! Mas como foi difícil para ela suportar a ausência da amada! Aos poucos ia declinando, esmorecendo e perdendo suas pétalas, que julguei serem suas lágrimas. Tentaram o sol, a chuva, outras borboletas, mas não houve melhora. A flor morria. Ia desaparecendo no meio do prado.

Quando não lhe restava mais esperanças e uma última pétala ameaçava cair, a borboleta apareceu. E ficou tão atordoada ao deparar com sua florzinha que começou a voar freneticamente até pousar e ali permanecer a noite inteira velando o seu verdadeiro amor.

O sol amanheceu as flores do campo e a mais bonita delas havia renascido, mas não foi a luz dos raios que lhe devolveu a vida, e sim, o amor.

O inverno chegou e elas continuaram unidas, fiéis, compartilhando cada segundo.

Eu aprendi uma linda lição sobre o amor. Descobri, principalmente, que qualquer ser é capaz de amar. Nunca me esquecerei daqueles tempos! Nunca me esquecerei que um dia, uma flor silvestre amou uma borboleta monarca.


Lícia Mattos


Desde criança possui paixão pela arte. Aos 9 anos ilustra e escreve seu primeiro livro. Adolescente publica poemas e contos em antologias. Desde 2005 que se dedica a dramaturgia, tendo participado de duas cias de teatro e apresentado esquetes e leituras dramáticas de obras com sua autoria e direção. Estudou teatro, roteiro cinematográfico e dança. Atualmente desenvolve projetos ligados as artes plásticas. Acesse: http://www.azulpoetico.blogspot.com



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18 de agosto de 2011

AS FLORES DO CAMPO




                          





Há muito tempo eu conheci uma flor que vivia no campo, em meio a tantas outras flores. Mas ela era única e se destacava por sua beleza e perfume. Todos os dias uma borboleta pousava em seu ramo e, então, o que era belo tornava-se esplêndido. Ambas compartilhavam alguma coisa especial que por aquela época não compreendia, mas sabia que era mágico.

Uma flor, uma singela florzinha escondida na paisagem, entre tantas outras também bonitas, somente ela tinha sido a escolhida da borboletinha que vinha namorá-la todas as tardes...

Eu, menina ainda, contemplava o espetáculo. Ficava sentada admirando o amor que começou de uma simples amizade. Ainda posso me lembrar perfeitamente daquele momento! Era o primeiro dia da primavera e como de costume, fui passear pelo prado, pretendendo chegar às montanhas. Mas no meio do caminho topei com uma flor nunca antes vista. E olha que eu conhecia bastante as flores! Desde aquele instante soube que ela era rara. E mesmo rara, era única, distinta. Não havia em toda a Terra outra flor igual.

Então passei a vê-la todos os dias sem coragem de arrancá-la para mim. E cada vez mais formosa e viva a encontrava. Até que numa tarde de sol ameno, o inesperado aconteceu. Uma borboleta monarca de uma azul turquesa muito límpido surgiu de repente e apaixonou-se pela flor desconhecida. No início, timidamente passeava ao seu redor, sempre na mesma hora, mas aumentando cada vez mais o tempo. Contudo, a flor permanecia inerte, calada, indiferente aos acontecimentos. Não ficava feia e nem mais bonita, não perdia suas pétalas nem as remoçava, muito menos crescia. Sempre ali, do mesmo jeito, olhando para o mesmo horizonte como se a borboleta não existisse. Esta logo percebeu e na esperança de ser correspondida, tentou conquistá-la de outra forma. Pousou delicadamente sobre suas pétalas e, não havendo reação contrária, instalou-se ali por muito tempo. Saía de vez em quando, mas não demorava a voltar.

Um dia a borboletinha não voltou. Pensei que tinha morrido, mas acho que entristeceu-se pela aparente indiferença da flor. Ah! Mas como foi difícil para ela suportar a ausência da amada! Aos poucos ia declinando, esmorecendo e perdendo suas pétalas, que julguei serem suas lágrimas. Tentaram o sol, a chuva, outras borboletas, mas não houve melhora. A flor morria. Ia desaparecendo no meio do prado.

Quando não lhe restava mais esperanças e uma última pétala ameaçava cair, a borboleta apareceu. E ficou tão atordoada ao deparar com sua florzinha que começou a voar freneticamente até pousar e ali permanecer a noite inteira velando o seu verdadeiro amor.

O sol amanheceu as flores do campo e a mais bonita delas havia renascido, mas não foi a luz dos raios que lhe devolveu a vida, e sim, o amor.

O inverno chegou e elas continuaram unidas, fiéis, compartilhando cada segundo.

Eu aprendi uma linda lição sobre o amor. Descobri, principalmente, que qualquer ser é capaz de amar. Nunca me esquecerei daqueles tempos! Nunca me esquecerei que um dia, uma flor silvestre amou uma borboleta monarca.


Lícia Mattos


Desde criança possui paixão pela arte. Aos 9 anos ilustra e escreve seu primeiro livro. Adolescente publica poemas e contos em antologias. Desde 2005 que se dedica a dramaturgia, tendo participado de duas cias de teatro e apresentado esquetes e leituras dramáticas de obras com sua autoria e direção. Estudou teatro, roteiro cinematográfico e dança. Atualmente desenvolve projetos ligados as artes plásticas. Acesse: http://www.azulpoetico.blogspot.com



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